Aceite certas verdades inescapáveis: E não espere que ninguém segure a sua barra. (Pedro Bial)
sexta-feira, 18 de março de 2016
Triz
Triz
Eu quase consegui abraçar alguém semana passada. Por um milésimo de segundo eu fechei os olhos e senti meu peito esvaziado de você. Foi realmente quase. Acho que estou andando pra frente. Ontem ri tanto no jantar, tanto que quase fui feliz de novo. Ouvi uma história muito engraçada sobre uma diretora de criação maluca que fez os funcionários irem trabalhar de pijama. Mas aí lembrei, no meio da minha gargalhada, como eu queria contar essa história para você. E fiquei triste de novo. Hoje uma pessoa disse que está apaixonada por mim. Quem diria? Alguém gosta de mim. E o mais louco de tudo nem é isso. O mais louco de tudo é que eu também acho que gosto dele. Quase consigo me animar com essa história, mas me animar ou gostar de alguém me lembra você. E fico triste novamente. Eu achei que quando passasse o tempo, eu achei que quando eu finalmente te visse tão livre, tão forte e tão indiferente, eu achei que quando eu sentisse o fim, eu achei que passaria. Não passa nunca, mas quase passa todos os dias. Chorar deixou de ser uma necessidade e virou apenas uma iminência. Sofrer deixou de ser algo maior do que eu e passou a ser um pontinho ali, no mesmo lugar, incomodando a cada segundo, me lembrando o tempo todo que aquele pontinho é um resto, um quase não pontinho. Você, que já foi tudo e mais um pouco, é agora um quase. Um quase que não me deixa ser inteira em nada, plena em nada, tranqüila em nada, feliz em nada. Todos os dias eu quase te ligo, eu quase consigo ser leve e te dizer: “Ei, não quer conhecer minha casa nova?” Eu quase consigo te tratar como nada. Mas aí quase desisto de tudo, quase ignoro tudo, quase consigo, sem nenhuma ansiedade, terminar o dia tendo a certeza de que é só mais um dia com um restinho de quase e que um restinho de quase, uma hora, se Deus quiser, vira nada. Mas não vira nada nunca. Eu quase consegui te amar exatamente como você era, quase. E é justamente por eu nunca ter sido inteira pra você que meu fim de amor também não consegue ser inteiro…
Eu quase não te amo mais, eu quase não te odeio, eu quase não odeio aquela foto com aquelas garotas, eu quase não morro com a sua presença, eu quase não escrevo esse texto. O problema é que todo o resto de mim que sobra, tirando o que quase sou, não sei quem é.
Tati Bernardi
terça-feira, 1 de março de 2016
Parei de me importar com quem não se importa comigo. Cansei de dar atenção a quem não me corresponde. Estou mudando o foco, o rumo, a direção. De hoje em diante, só o que me acrescenta, só o que somar sorrisos, só o que for recíproco. Estou preferindo a minha agradável companhia a vazios alheios de gente que não sabe retribuir com amor. Cansei de procurar quem não move uma palha por mim. Desisti dessa gente que só aparece quando precisa de algo. Simplesmente estou abstraindo pessoas rasas da minha vida. Sou muito intensa, transbordo mesmo, e daqui pra frente só permito entrar quem trouxer boas novas. Do resto, quero distância. Antes só com meus sorrisos, do que acompanhada com gentte falsa e azeda.
A gente tem que aprender a não absorver as coisas ruins que os outros emanam para nós. A gente tem que filtrar muita coisa nos nossos dias para não se contaminar com os venenos nem os amargos de gente que não sabe usar o sorriso para o bem. A gente tem que se livrar da maldade de gente que não sabe como é bom ser doce. A gente não pode perder a leveza porque o outro não sabe como faz bem transbordar amor
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